quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ELD---Final

Como sempre, chegou a noite de quinta feira e, com ela, o final do exercício. Após 4 dias de atividades intensas, sob condições adversas de privação de sono e cansaço, todos chegávamos juntos ao fim da jornada. A manutenção sem fim dos fuzis acabou, e logo nos preparávamos para bivacar. Isso queria dizer que iríamos estender o isolante térmico no chão, colocar o saco de dormir por cima e dormir tranquilamente. Fomos liberados à 00:30 e fomos acordados às 2 da manhã. Meu grupamento e mais um iriam na frente, balizando o percurso de aproximadamente 16 km para o restante da formação. Assim, no meio da noite começava a marcha que marcou o final do campo.

anda, anda, anda, anda.....anda mais ainda. Não acaba, não para. Melhor coisa a fazer é parar de pensar um pouco e continuar andando.

Após algumas horas, conseguimos enxergar a bandeira da torre. Esse é um daqueles momentos em que a gente até se emociona. Depois de entrar na escola, ficamos todos abostados no mesmo pátio de onde, 5 dias atrás, estávamos partindo. Nesses momentos é que se consegue ver as voltas e voltas que o mundo dá (e que ele continua dando). Tomamos café junto com os companheiros que tinham ido no primeiro turno. Depois do café, entramos em forma para a cerimônia de chegada do campo. marcha no PAN, ouve o pessoal falar, faz a Oração do Paraquedista. Nesse momento algumas lágrimas escapam, ao lembrar de outras voltas que o mundo deu.

Tudo acabado, rápido como coisa de soldado. Fomos mandados para as companhias, para uma manutenção interminável do fuzil e depois sermos todos liberados. Ao final desse dia, chegando em casa, me dei conta da verdade de uma frase dita pelo tenente durante a adaptação:
"O melhor pagamento é a sensação do dever cumprido"

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